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Sendo uma zona de muita afluência turística, a praça da ribeira conforma-se como um espaço ideal de paragem e de contemplação do rio. Desenvolveu-se então um cenário ideal para o aparecimento de cafés e esplanadas aproveitando a arcaria dos edifícios adjacentes à praça e na marginal. Foi também criada uma esplanada pelos arquitectos Francisco Viera de Campos e Cristina Guedes, o Café do Cais.
Este faz parte da lógica dos elementos com carácter temporário que povoam a marginal do Douro, desde as barracas do comércio aos próprios barcos que ancoram no Cais. Essa ideia é acentuada pela forma como está assente: uma plataforma pré-fabricada que se solta do pavimento, nivelando a intervenção. O edifício é um pavilhão em vidro e ferro, interceptado a norte por duas caixas de ardósia, onde se situam os serviços. O objectivo era tirar partido dos efeitos do vidro através da transparência e reflexos. Em contraponto à forte carga histórica, o edifício apresenta-se com uma capacidade de omissão e de ausência.
Outro equipamento que faz uso das características favoráveis ao turismo é o hotel aí presente. Tem uma capacidade reduzida em relação a outros hotéis da mesma cadeia pelo facto de fazer parte de uma reconstrução de um edifício antigo. A entrada principal está virada para a praça dispondo de uma magnífica vista para sul e nascente a partir dos quartos.