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A cidade de Matosinhos sempre teve uma relação muito profícua com o mar. Este constituiu-se como factor determinante no crescimento urbano neste ponto e condicionou toda a vida económica, social e cultural desta cidade. Desde os finais do século XX que se procurou a exploração das potencialidades do oceano. A construção do porto de leixões teve enorme impacto na cidade de Matosinhos. Introduziu um «estilo cosmopolita» e potenciou um conceito de urbanidade ligada à industrialização da era moderna. A expansão urbana para Sul, através da transformação das dunas do areal do Prado, nos terrenos onde se situava o antigo hipódromo inicia-se na década de 1890. O «actual» desenho urbano de Matosinhos Sul, facilmente reconhecido pelo seu traçado rigoroso é resultado do plano elaborado por Licínio Guimarães. Embora sem certezas aponta-se 1896 como data provável para a definição deste plano. Apesar deste plano não indiciasse, à partida, a planificação de uma zona industrial, o estabelecimento de fábricas e o desenvolvimento da indústria conserveira acabou por moldar-lhe a definição funcional do local. O modelo ortogonal, rígido e com carácter hipodâmico, define a área de construção, em contraste com o grande areal orgânico e livre de construção.
Apesar destas transformações, só no século XX se introduz o traçado da malha que hoje conhecemos como Matosinhos Sul. Introduzindo significativas alterações ao plano de Licínio Guimarães surge, em 1944 um ante-projecto urbanístico da autoria do arquitecto Moreira da Silva. Segundo o Boletim da Biblioteca Pública Municipal de Matosinhos (nº30, de 1986), esta constituiu um «…Trabalho de grande qualidade, rigoroso nos levantamentos que faz das mais variadas situações, defende, numa perspectiva muito moderna na época, a divisão da área da vila em zonas, para as quais estabelece rigorosos regulamentos.»